segunda-feira, 19 de junho de 2017

Morreu o Batman da minha infância



Adam West não foi o primeiro ator a interpretar o Batman nas telas, ele foi precedido por Lewis G Wilson em 1943 e por Robert Lowrey em 1949, mas com certeza ele interpretou uma das mais memoráveis encarnações do Homem-morcego.

Batizado como William West Anderson, foi já com seu nome artístico que Adam West vestiu pela primeira vez o manto do morcego em 1966, permanecendo no ar por 120 episódios até 1968. Muitos que vejam a serie hoje em dia podem classifica-la como tola, ou cômica, praticamente uma paródia do Batman que conhecemos e amamos. No entanto, essa é uma visão limitada, a série era muito próxima dos quadrinhos de sua época, quando essa mídia era focada mais no público infantil que no juvenil e adulto. Eram tempos de "Bangs" e "Splashs" estourando na tela da TV, uma primitiva alusão às onomatopeias dos quadrinhos, uma época mais inocente.

Apesar de ter ido ao ar por apenas 3 anos, foi provavelmente a série de super-heróis mais reprisada da história da TV, crianças da década de 60, 70, 80 e até inicios dos anos 90 puderam ter a chance de vê-la em reprises infindáveis no SBT. Sem falar do fato da série ter sido responsáveis por um dos maiores virais da internet brazuca, o infame "Feira da Fruta", que já rendeu até livro.

Adam West sofreu com a marca do Batman, tendo tido enormes dificuldades para conseguir outros papeis na TV. Chegou a fazer o Delegado da série de TV do Loucademia de Policia, que aqui era chamada Deloucacia de Policia, série que tem um icônico episódio onde ao final o personagem de Adam se vira para a câmera, quebrando a quarta parede, e diz: "Espero que tenham gostado do episódio de hoje, nos vemos semana quem vem, nesse mesmo bat-horário e nesse mesmo bat-canal", numa alusão aos finais narrados do seriado do Batman que o tornara famoso.

Hoje lamento a morte do Batman da minha infância, do Batman que me fez conhecer o conceito de super-herói, do Batman que me apresentou para o universo DC, onde só fui descobrir o mundo dos quadrinhos muitos anos mais tarde, mas Batman continua  sendo um de meus personagens favoritos, por isso obrigado Adam.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

INVERSÃO DE VALORES?


Analisem a imagem acima. Aparentemente está bem fácil de concordar, claro com a informação colocada dessa maneira quem em sã consciência poderia discordar, não é mesmo? Porém ai justamente esta o erro. Será mesmo que é uma inversão de valores?
Vendo a imagem acima esta nítido uma comparação entre os dois atos, de forma que eles teriam, pelo menos, o mesmo peso e é questionado por que se aceita um e não se aceita o outro. Ai eu pergunto a vocês, um ladrão, um criminoso, um meliante, perpetrar um ato de covardia e violência parece pra vocês algo impensável? Parece algo fora do comum? Vejam bem, não estou levando em conta se o ato criminoso é algo comum ou não, sei que nos dias de hoje a criminalidade anda solta e somos a toda hora vítimas de tais ações. Porem imaginem que não vivêssemos em um momento de extrema violência em que estamos, que as ruas fossem mais seguras e os assaltos mais escaços. Nessas condições um criminoso ser violento com sua vítima ao roubar todos os seus pertences, seria algo inesperado? Pra mim parece que não, poderíamos questionar, repreender, exigir justiça, mas atos nefastos vindos de uma pessoa nefasta não são nenhuma surpresa.
No entanto, quando dois trabalhadores, quando dois cidadãos de bem, se rebaixam a barbárie e a tortura, sim isso é digno de nota, e sim isso deve nos preocupar muito. Pois demonstra que a sociedade de bem está contaminada pela violência da qual ela é vítima. Não podemos deixar isso acontecer, temos de nos defender, de lutar por nossos direitos, mas não podemos nunca nos deixar levar pelo argumento fácil da lei de Talião.
Nossos princípios tem de ser mais fortes que as agruras do mundo, não podemos deixar que as dificuldades e obstáculos que enfrentamos no mundo de hoje maculem nossa alma, temos de lutar pela igualdade, fraternidade e liberdade, sem nos rebaixarmos ao nível dos criminosos, numa sociedade onde se segue  a lei do "olho por olho, dente por dente", todos acabam cegos e banguelas.